Losartana recolhido: saiba o que fazer se você usa o remédio da Medley


Na última semana, os pacientes de doenças cardíacas foram surpreendidos com o anúncio da farmacêutica Sanofi Medley sobre o recolhimento de todos os lotes de medicamentos fabricados com o princípio ativo losartana.

O losartana faz parte de um grupo chamado bloqueadores de angiotensina 1. É uma substância muito importante no tratamento das doenças cardíacas, como pressão alta e insuficiência cardíaca, e também no tratamento de hipertensão associada à problemas renais.

A decisão “voluntária e preventiva”, segundo a própria empresa, foi tomada depois de serem encontradas impurezas nos comprimidos que poderiam causar mutações e aumentar o risco de câncer. A medida, no entanto, não é vista pela comunidade médica como um motivo para pânico entre os pacientes, uma vez que ainda não foram confirmados casos dos potenciais efeitos colaterais e existem outras alternativas de tratamento.

“Claro que impurezas geram preocupação, mas é por isso que existe o controle de qualidade da indústria farmacêutica. Essas impurezas podem representar problemas sérios, neurológicos, câncer e outros, mas foram rapidamente retirados (do mercado)”, avalia a médica Ludhmila Hajjar, professora de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP.

A médica esclarece que o recolhimento do fármaco não tem relação com o losartana de outros laboratórios, com o losartana genérico, ou com outros medicamentos semelhantes, como a valsartana, a irbesartana e a candesartana. “O recolhimento do losartana é referente apenas aos produtos da farmacêutica Sanofi Medley porque eles encontraram impurezas nos comprimidos.”

Hajjar recomenda que os pacientes entrem em contato com os seus médicos para fazer a migração para o medicamento de outros laboratórios. “A minha avaliação é simples: os pacientes que estão usando losartana de outros laboratórios continuarão. Os pacientes que usavam da Sanofi Medley mudarão de laboratório”, pontua. “Hoje são medicações que mudam o destino do paciente com problemas cardiovasculares para melhor”, continua a cardiologista.

A médica explica que os pacientes que usavam a medicação podem levar uma vida normal. O risco de complicações causadas pelo fármaco podem ser monitorado com exames de check-up de rotina.

Metrópoles
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