Moradores de Monsenhor Tabosa relatam falta de água nas residências durante até 10 dias

Foto: Alex Barbosa

Os moradores de Monsenhor Tabosa veem sofrendo com a falta de água nos últimos meses e precisando adaptar a rotina para que possam realizar atividades básicas como tomar banho. Segundo relatos dos taboenses, em alguns bairros do município o fornecimento de água fuca suspensos por até 10 dias.

A escassez de água vem sendo um problema constante no município há cerca de um ano, devido a falta de chuvas na região. O principal açude que abastece o município está completamente seco, diferente da realidade de 12 anos atrás quando o volume era de cerca de 82% de sua capacidade.

As famílias em situação de vulnerabilidade social são as mais prejudicadas, por não terem condições de comprar água de caminhões pipa, alternativa que vem sendo utilizada por muitos moradores, mas que pesa no bolso.

"Tem alguns bairros que têm água todos os dias, mas outros como é o exemplo do meu, que passam quase uma semana sem ter água", resume a estudante Natiele Mesquita, de 17 anos, moradora do Alto da Boa Vista. “O pior é as famílias que têm poucas condições terem que comprar água para tomar banho, lavar louça e roupas. Quem tem uma condição melhor se junta em um bairro e compra um caminhão pipa", destaca.

Em nota, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou os esforços e as opções para manter o abastecimento de água no município. “Com o objetivo de buscar novas fontes de captação, a companhia perfurou mais de 200 poços nos últimos cinco anos, construiu adutoras para captar água nos açudes da região e trata a água proveniente de cacimbões da cidade”, detalhou.

A Cagece também destacou o fornecimento de água para distribuição na Operação Pipa no município. Contudo, as atividades com 11 caminhões pipas foram suspensas em janeiro para regularizar a situação junto à Defesa Civil do Estado, como explicou o chefe de gabinete do município, Toinho Sampaio.

“Nós estávamos com a Operação Pipa por meio da Defesa Civil, trazendo água de Santa Quitéria e Crateús, a Prefeitura havia mandado instalar caixas em lugares de difícil acesso”, acrescenta. Nesta quinta-feira (3) a equipe foi ao município e as atividades devem ser retomadas na próxima semana.

A falta de um bom perído chuvoso é o principal motivo da falta de água nas residências e prejudica também a vazão dos poços, como contextualizou o chefe de gabinete do município. “Há ruas onde moradores reclamam da falta de água por 10 dias devido à baixa vazão de água nos poços profundos”, detalha. Toinho ainda explicou que a cidade possui cerca de dois caminhões pipa próprios e que uma articulação para a perfuração de mais poços está sendo debatido.

Com informações Diário do Nordeste
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