Braguinha diz que quer salvar o IPESQ e prevê que “vem justiça” para rombos anteriores no órgão


Visto como uma eterna bola de neve que aflige o funcionalismo, o futuro do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santa Quitéria (IPESQ) sempre é discutido e colocado de modo preocupante, pela forma como foi gerido em administrações passadas. E mais mudanças deverão vir pela frente, adequando-se as leis vigentes como uma forma de tentar salvá-lo de uma falência.

Na última quinta-feira (31), foi aprovada a criação do sistema de Previdência Complementar, que servirá para todos os trabalhadores que ingressarem no serviço público e optarem por receber aposentadorias ou benefícios acima do teto (R$ 7.087,22). Consequentemente contribuirão com uma alíquota maior. Com isso, servidores efetivos do município estarão autorizados a aderir ao plano de benefícios de previdência complementar a ser definido pela administração municipal.

Além deste regime complementar, Santa Quitéria terá de passar por outra alteração delicada até 30 de junho, que é o aumento da alíquota de contribuição mensal, saltando de 11% para 14% de todos os servidores efetivos, sob pena de perder transferências voluntárias da União, usadas principalmente em convênios, contratos de repasse e termos de parceria.

O prefeito Braguinha, em entrevista exclusiva ao A Voz de Santa Quitéria, afirmou que “quer salvar o IPESQ e dar garantia para o quiteriense ter uma aposentadoria digna quando chegar o seu momento”. A declaração foi feita durante a reinauguração da CEI Dona Júlia de Mesquita Lôbo. Ele admite que é um grande sacrifício o aumento na contribuição, bem como antecipou que “vem bomba por aí”, ao se referir aos rombos deixados ao fundo por governos passados.

Eu acho que o melhor mesmo e até pra salvar o IPESQ de tanta roubalheira que houve. É um patrimônio de Santa Quitéria, nós estamos cumprindo 100% do nosso recolhimento no mandato e ainda pagando um parcelamento que o gestor anterior deixou, que está legal. Ele fez quatro parcelamentos, mas os outros estão ilegais, vem bomba por aí, vem justiça por aí. Tem parcelamento, débito de três outros prefeitos, vai vir já, já no futuro. Se o município for pagar 100% do débito, ele fale e a gente não pode fazer isso. Nós queremos deixar o IPESQ salvo.

Quanto a alíquota do IPESQ, sei que é um sacrifício para o professor e sacrifício maior é pro Município, que em vez de pagarmos 16,89%, vai pagar 22% e o servidor passar de 11% pra 14%. Espero que essa barreira não seja... sei que é um empecilho, mas que haja um entendimento. O Município na gestão do Braga, é meu entendimento, pra salvar, precisa desse sacrifício, de ambas as partes.
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