Coronel da PM investigado por estuprar jovem em motel é internado na UTI após surto psicótico


O coronel da Polícia Militar Edilson Martins, de 47 anos, foi internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) após ser preso em uma confusão com um jovem de 21 anos, em um motel de Taguatinga, no Distrito Federal. De acordo com a corporação, o militar teve um surto psicótico e precisou ser levado a um hospital na Asa Norte.

Edilson é investigado por estuprar o rapaz. O jovem também acabou detido por pegar a arma do militar e fazer vários disparos dentro do quarto do estabelecimento (veja detalhes abaixo). O g1 tenta contato com as defesas dos investigados.

A reportagem teve acesso a um documento feito pela Polícia Militar e encaminhado à Polícia Civil, que mostra que o coronel não chegou a ser encaminhado ao Núcleo de Custódia. De acordo com a corporação, Edilson passou primeiro pelo Instituto Médico Legal (IML), onde alegou estar passando mal.

O pedido de internação do coronel diz que ele é "dependente de múltiplas drogas" e que o episódio da briga no motel evoluiu para um "surto psicótico". O documento descreve ainda que o militar alegou "ouvir vozes, se sentir ansioso, sentir medo e ideação suicida", além de ter depressão e esquizofrenia.

Entenda o caso

Por volta das 6h, uma funcionária do motel ouviu tiros e ligou para a polícia. Os militares que participaram da ocorrência informaram que, quando chegaram ao local, encontraram o jovem armado e pediram para que ele entregasse o item, que já estava descarregado.

De acordo com a ocorrência registrada no centro de operações da Polícia Militar, o jovem e o coronel consumiram drogas e se desentenderam depois de terem relações sexuais. Por outro lado, a Polícia Civil autuou o policial por estupro.

Os militares disseram ainda que ninguém se machucou com os tiros e que o jovem foi algemado e levado para a 12ª Delegacia de Polícia, de Taguatinga Centro. Ele foi autuado por disparo de arma de fogo e dano qualificado.

No entanto, a mãe do jovem, que pediu para não ser identificada, disse que os tiros foram uma reação em legítima defesa. De acordo com a mulher, o filho foi coagido e ameaçado.
G1
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