Família espera há mais de 2 meses liberação de corpo de parente no interior do Ceará


Uma família de Quiterianópolis, no sertão cearense, aguarda pela liberação do corpo de um parente que está na Perícia Forense do Estado (Pefoce) há mais de 2 meses. Antônio Carlos Barroso Neto, de 48 anos, foi encontrado morto em 13 de fevereiro na zona rural do município. O corpo foi recolhido e levado para o núcleo da Perícia em Tauá, município vizinho.

Já são 66 dias sem que a família possa retirar realizar o sepultamento. Além disso, os parentes ainda não sabem a causa da morte de Antônio Carlos. Ele era solteiro. A mãe de Antônio Carlos tem 84 anos, é lúcida e, segundo a irmã, está aflita porque não consegue realizar o sepultamento do filho.

“Já foi dada a entrada no registro [nascimento], a família está toda esperando por esse corpo e não estamos conseguindo liberar por falta de documento, que ele não tinha. A gente está precisando tirar o corpo do IML”, cobra a agricultora Ana Lúcia Barroso de Sousa, irmã de Antônio Carlos.

Município diz que identidade foi confirmada
Advogados que prestam serviço para o município de Quiterianópolis dão apoio jurídico à família e informaram que não existe dúvida quanto à identidade civil do falecido, pois já foi realizado o exame de DNA junto à Perícia Forense de Tauá, confirmando o parentesco entre Antônio Carlos e a irmã Ana Lúcia. Ainda de acordo c om o município, os familiares esperaram o resultado do exame por cerca de 40 dias. Mesmo com o laudo, o corpo não foi liberado.

Perícia só com autorização judicial
Em nota, a Pefoce informou que a liberação de corpos que dão entrada sem documento de identificação só é realizada quando é feito o exame de DNA, pois há a necessidade da declaração de óbito mediante decisão judicial. A nota informa ainda que a Pefoce aguarda a autorização judicial para a liberação do corpo.

Procurado, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) disse que o pedido de alvará para liberação de corpo de Antônio Carlos foi ingressado na Justiça em 1° de abril e que, em despacho, os autos foram remetidos ao Ministério Público estadual para manifestação.

"O órgão ministerial, por sua vez, solicitou que a delegacia seja oficiada para informar se o cadáver é objeto de interesse de investigação. Após manifestação da autoridade policial, a 2ª Vara da Comarca de Tauá dará continuidade aos procedimentos para liberação do corpo", afirma o TJ-CE.

G1 CE
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