Mãe confessa ter matado filha de 11 anos


A mãe de uma menina de 11 anos confessou, de acordo com a Polícia, ter matado a própria filha em Santa Catarina. A criança teria recebido socos e chutes por ter demorado a voltar da padaria. Conforme o atestado de óbito, Luna Nathielli Bonett Gonçalves morreu de politraumatismo, quando o corpo é sujeito a múltiplas lesões causadas por forças externas.

O caso aconteceu na madrugada de quinta-feira, 14, em Timbó, no Vale do Itajaí (SC). De acordo com informações do G1, a menina teria sido encontrada pelos Bombeiros, que foram chamados pelo padrasto após a mãe achar que a criança estava com a respiração fraca. Sem sinais vitais, Luna foi levada até uma unidade de atendimento, onde sua morte foi constatada.  

De acordo com o delegado que acompanha o caso, André Beckman Pereira, na quarta-feira, 13, Luna Nathielli saiu de casa para comprar pão e demorou a voltar, retornando sem nada. A mãe teria desconfiado que ela estivesse se encontrando com algum namorado e começou a bater na criança, que ela considerava “muito nova para namorar.”

A mãe, identificada pela Polícia apenas como Tania, de 26 anos, tem outros dois filhos: um bebê de 9 meses e uma menina de seis anos. Os dois estavam em casa na hora das agressões, mas não se sabe ainda se presenciaram o crime.

Queda da escada

Conforme a Polícia, a versão inicial da mãe e do padrasto de Luna foi que a menina havia caído da escada, mas a Perícia que foi até o local afirmou que encontrou sangue no quarto da criança, em uma calça masculina e em artigos de cama. Após essa constatação, a mãe teria confessado ter batido na criança.

O padrasto, identificado pela Polícia apenas como Fabiano, de 41 anos, seria professor de artes marciais e estava com a mãe de Luna há um ano. Assim como Tania,  ele foi detido pela Polícia e já teria antecedentes criminais por violência doméstica, lesão corporal, estelionato, posse de drogas, e dano, de acordo com a Polícia Militar.

A Polícia afirma que ainda faltam os laudos da Perícia para determinar outros fatores importantes para a investigação, como a possibilidade de abuso sexual. 
O povo
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