TSE estima receber 100 mil denúncias de fake news durante as eleições


Os sucessivos ataques ao sistema eleitoral aumentaram a circulação de notícias falsas. A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima receber cerca de 100 mil denúncias de fake news durante o pleito deste ano.

Além de notícias inverídicas, investidas do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a confiabilidade do processo eleitoral e da segurança das urnas eletrônicas são combustíveis para esse panorama, avalia a Corte.

O tema tem sido amplamente abordado no tribunal. Nos últimos dias, dois movimentos importantes indicaram a preocupação da Justiça Eleitoral: a assinatura de um acordo entre o TSE e o Telegram para combater as fake news e a criação da Frente Nacional de Enfrentamento à Desinformação — mais um mecanismo para essa luta.

Desde 2021, quando foi criado o Programa de Enfrentamento à Desinformação, o combate às notícias falsas tomou grande parte da agenda do TSE. É uma reação ao que houve em 2018, quando a eleição ficou marcada pela forte atuação de grupos organizados que agiram na internet para produzir e disseminar conteúdos infundados ou deturpados.

Durante reunião com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) do Nordeste, na sexta-feira (1º/4), o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, afirmou que o combate às fake news deve ser veemente.

O assessor especial de Enfrentamento à Desinformação, Frederico Alvim, detalhou aos presidentes dos TREs nordestinos o funcionamento e as estratégias empregadas pelo TSE. Segundo ele, em 2020, o tribunal recebeu 5,5 mil denúncias de notícias falsas sobre o processo eleitoral.

Metrópoles
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