Quiteriense diagnosticada com leucemia espera por doador de medula óssea para curar doença

Carliane Timbó - Foto: Thiago Rodrigues

O diagnóstico de uma doença pode desencadear diversas mudanças na vida de uma pessoa, trazendo uma nova realidade com uma nova rotina. Desde que recebeu o diagnóstico de leucemia em novembro de 2021, a quiteriense Carliane Timbó, 39 anos, vem seguindo um tratamento árduo enquanto espera por um doador de medula óssea.

A leucemia é um tipo de câncer sanguíneo que atinge os glóbulos brancos do sangue, células da medula óssea que fazem parte do sistema imunológico. A cura para esse tipo de câncer só é possível através do transplante de medula óssea.

As chances para encontrar um doador 100% compatível é de 1 para cada 100 mil casos. É à espera de um doador compatível que Carliane segue no terceiro ciclo do tratamento contra a doença e a fé é o principal condutor de sua esperança durante esse período. “Deus vai me mostrar, indicar e me direcionar um doador”, disse.

Carliane era funcionária da fábrica Democrata Calçados, mas desde o diagnóstico não pôde mais trabalhar e mantém seu foco totalmente no tratamento, algo que segundo ela é de suma importância para uma boa resposta do procedimento, assim como entender a doença para que as mudanças necessárias na rotina e nos hábitos possam ser feitas.

O diagnóstico de câncer costuma ser assustador, mas para Carliane manter a positividade neste momento é essencial. “Não é fácil, não vou dizer que é fácil. Não é fácil, mas o que a gente tem que procurar entender e buscar sempre a positividade e nunca deixar que as negatividades lhe dominem”, afirmou.

Amigos e familiares vem apoiando diariamente Carliane, através de mensagens de motivações e ações para arrecadar dinheiro para ajudar durante esse período, principalmente para as viagens para as sessões de quimioterapias que são realizadas na Santa Casa de Sobral.

Em dezembro do ano passado, uma campanha de doação de sangue em Santa Quitéria foi promovida pela Democrata junto ao Hemoce para arrecadar doações para Carliane, assim como para outros quiterienses. No último dia 27 de abril, o Hemoce esteve em Santa Quitéria realizando o cadastramento de doadores de medula óssea com o objetivo de encontrar um compatível com a quiteriense e também para outros casos.

Como ser um doador de medula óssea?
Para ser um doador de medula óssea, os interessados precisam realizar um cadastro com seus dados pessoais e posteriormente é retirada cerca de 5ml de sangue para que possa ser feito o teste de Antígeno Leococitário Humano (HLA, siglas em inglês). Através desde teste é possível identificar se uma pessoa é compatível com um paciente, tornando-se um doador.

Como é feita a doação?
O transplante de medula óssea é realizado de duas formas. A primeira é através de medicações que são administradas ao doador em um período de quatro dias, após esse período é colhida uma bolsa de sangue normalmente. A medicação administrada permite que a medula seja transferida para a corrente sanguínea do doador e a doação seja feita através de uma transfusão de sangue.

A segunda é através da punção direta do osso para retirada da medula. A punção é feita no osso da bacia ou do fêmur, não sendo realizada na coluna vertebral, como muitas pessoas imaginam. Na punção é retirado 10% da medula o que não causa danos e nem prejudica o doador. A recuperação do doador é de 15 dias.

Atualmente, existem mais de 80 doenças que precisam de doações de medula óssea para ser tratadas. Os interessados em tornarem-se um doador podem fazer seu cadastro em Sobral, na sede do Hemoce ou nos dias de campanha de doação de sangue em Santa Quitéria. A previsão é que a próxima campanha no município seja realizada em julho.

Os cadastros de doadores de medula são enviados para o Registro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), responsável pelos cadastros nacionais. A doação pode ser feita para pacientes em qualquer região do país e salvar vidas.
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