90% dos quiterienses afirmam que a gestão pública de Santa Quitéria não tem posição clara sobre a Mina de Itataia

Foto: Thiago Rodrigues/AVSQ

Os debates sobre a exploração da Mina de Itataia estão mais ativos nas últimas semanas, diante do avanço que o processo vem tendo e passando agora pela fase de audiências públicas em Santa Quitéria e Itatira, no sentido de obter o licenciamento para a operação. Uma pesquisa feita pelo A Voz de Santa Quitéria aponta que, para parte da população quiteriense, ainda não é clara a posição dos gestores públicos de Santa Quitéria acerca do empreendimento.

A pesquisa revelou que 90,36% dos entrevistados acredita que a gestão municipal não tem um posicionamento sobre o empreendimento da Mina de Itataia. Apenas 9,64% da população afirmaram que existe um posicionamento definido.

Foram ouvidas 100 pessoas, de modo presencial em todos os bairros de Santa Quitéria, entre os dias 04 e 06 de junho. O levantamento completo será divulgado pelo portal no decorrer desta semana.

Em entrevista ao A Voz de Santa Quitéria, o prefeito Braguinha ratificou que o número acima mostra: ainda não possui opinião formada e que prefere embasar a sua posição após definição do IBAMA, alegando a todo momento que “prefeito não tem poder de veto”. Ele também frisou sobre os benefícios e prejuízos apontados pelos dois lados, mas que seja trabalhado com tecnologia de ponta para garantir segurança à população.

A vice-prefeita Lígia Protásio, afirmou ser neutra com relação a exploração da mina de Itataia. Para a médica, a falta de clareza no posicionamento da gestão é uma falha, mas que estão em busca de entender mais sobre o assunto para que possam passar as informações para a população de forma completa, com o que pode e o que não pode acontecer com a exploração da mina.


A participação política de Santa Quitéria pela exploração começou ainda em 1976, quando a jazida foi descoberta e o prefeito da época, Zezé Benevides (in memoriam), dizia à revista Veja que a "cidade deixaria de ser a capital da oiticica para ser a do urânio e fosfato". Desde então, todos os prefeitos que passaram mantiveram uma posição otimista de que o processo fosse acelerado em seus governos, enxergando com maior brilho a questão dos empregos gerados e uma relação institucional com a INB.
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