Aluno leva brownie com maconha para escola e colegas são hospitalizados

O adolescente ofereceu o brownie aos colegas no início da aula - Foto: Pixabay

Crianças de uma escola católica da Argentina ficaram intoxicadas após comerem brownies feitos com maconha. Segundo o site argentino Infobae, o incidente foi registrado no Instituto São Francisco de Assis, em Lanús, na província de Buenos Aires, e ao menos sete alunos ingeriram o produto na última quinta (26/5), por volta das 7h, quando estavam prestes a entrar na escola e um amigo de turma levou os brownies “batizados”.

Embora tenham sido transferidos para o hospital, todos estão fora de perigo. O último teve alta ainda na noite de quinta. “Dez minutos antes de entrar, todos estavam do lado de fora. Um dos alunos trouxe a bandeja e começou a chamar a todos. Poucos minutos depois, quando já estavam na sala de aula, começaram a alucinar. Eles gritavam muito, deliraram, vomitaram, alguns até ficaram de pé nos bancos, mas não aguentaram e caíram”, conta uma testemunha (não identificada) ao Infobae.

As autoridades da escola chamaram uma empresa privada de ambulância e os estudantes foram atendidos em diferentes centros de saúde de acordo com a vontade dos pais. O aluno que causou a intoxicação é um adolescente de 17 anos.

“Quem trouxe o brownie é um garoto de 17 anos e acreditamos que ele não contou para os outros que tinha maconha dentro”, disse um funcionário da escola. “Alguns deles ficaram ariscos, outros entraram em transe e a maioria não suportou. Era como se tivessem enlouquecido”, disse um professor ao site argentino.

O brownie “batizado” estava recheado com manteiga de Cannabis sativa contendo THC (tetrahidrocanabinol), o princípio alucinógeno da maconha, cuja receita está disponível para qualquer pessoa na internet.

Questionado pelo Infobae, o secretário municipal de Segurança de Lanús, Diego Kravetz, disse que o caso será investigado. “Por ser uma escola privada, não recebemos queixa. A verdade é que é um acontecimento grave e vamos ao estabelecimento questionar a direção sobre o que aconteceu”.

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