Audiência pública da Mina de Itataia em Lagoa do Mato tem pouca participação, mas grande apoio local pela exploração

Foto: Divulgação/Consórcio Santa Quitéria

A segunda noite de audiências públicas sobre o Projeto Santa Quitéria, desta vez no distrito de Lagoa do Mato, em Itatira, nesta quarta-feira (08), foi marcada por uma participação popular mais tímida. Itatirenses ouvidos pelo A Voz de Santa Quitéria concordam que o posicionamento local é majoritariamente favorável a exploração de urânio e fosfato, que fica a 16 quilômetros daquele distrito.

Entre os maiores interessados, estavam comerciantes e empresários locais, que em tese, com a proximidade da jazida, acreditam que serão beneficiados com toda a movimentação, diferente de Santa Quitéria, que fica a 62 quilômetros de distância. A ausência do prefeito Zé Dival na audiência foi notada pelo público, que era composto por secretários, vereadores, professores e os manifestantes contrários ao empreendimento.

A reunião se estendeu por seis horas, com pouquíssimas falas feitas pelos moradores de Lagoa do Mato e por outro lado, ambientalistas e moradores dos assentamentos Morrinhos e Queimadas (Santa Quitéria) argumentavam no sentido de alertar para os possíveis riscos que a radiação pode expor. No início, representantes da INB, Galvani, CNEN e IBAMA fizeram uma apresentação de duas horas, contextualizando um cenário de desenvolvimento para a região.


O vereador Léo Miguel afirmou que a Câmara Municipal de Itatira montou uma comissão de parlamentares para acompanhar os trâmites do licenciamento e revelou entusiasmo com a “possibilidade de resolver o problema de empregos na região mais pobre do Ceará”, mas demonstrou preocupações com o cenário hídrico, saúde e segurança.

O ciclo de audiências encerra hoje (09) em Canindé, às 19h, no auditório do Jardineira Park.

A exploração
O Projeto Santa Quitéria terá investimento de R$ 2,3 bilhões e vai produzir anualmente 1,05 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados e 220 mil toneladas de fosfato bicálcico para atendimento da agropecuária das regiões Norte e Nordeste. Além de 2,3 mil toneladas de concentrado de urânio, que será utilizado como matéria-prima para fabricação de combustível para geração de energia termonuclear.
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