Crediamigo do Banco do Nordeste será operacionalizado pela Camed

Crediamigo do Banco do Nordeste será operacionalizado pela Camed - Foto: Divulgação

A operacionalização do programa de microcrédito produtivo e orientado Crediamigo, do Banco do Nordeste (BNB), passará a ser feito pela Camed Microcrédito e Serviços, braço da instituição criado para este propósito específico. O acordo foi formalizado nesta terça-feira, 14, pelas instituições.

Como vai funcionar a operação do Crediamigo?
Na prática, pelo acordo, a contratação das operações de crédito e a liberação dos recursos ao empreendedor permanecem de competência exclusiva do BNB. Da mesma forma, as estratégias, normas básicas e procedimentais, metodologia de crédito e plano de negócios para operacionalização do crédito continuam sob responsabilidade do banco.

Mas, a operação de microcrédito em si - com a utilização dos recursos - ficará a cargo da Camed. “Essa é uma das estratégias encontradas pelo Banco para fortalecer ainda mais o microcrédito. O grupo Camed já possui atuação em outras frentes com o Banco, como saúde e seguros, acumulando uma trajetória de sucesso. Ao adicionar a frente microfinança, temos a expectativa de avançar em gestão, governança e, claro, de oferecer ainda mais vantagens para os nossos clientes”, afirma o presidente do Banco do Nordeste, José Gomes da Costa.

O que é o Crediamigo
O Crediamigo é o principal programa de microfinança do País. Em toda sua área de atuação do Banco do Nordeste, o Crediamigo contratou R$ 12,7 bilhões em 2021. Alta de 4,77% ante os resultados de 2020.

De acordo com o BNB, o aumento resulta de iniciativas do BNB voltadas ao ganho de eficiência, a exemplo do atendimento on-line e do uso de plataformas digitais, que tornaram o crédito produtivo e orientado mais próximo dos empreendedores. "Exemplo disso foi o valor médio das operações que subiu 9% de um ano para o outro, passando de R$ 2.721,91, em 2020, para R$ 2.966,27, no ano passado."

Entenda a mudança de gestão do Crediamigo
Em setembro de 2021, o presidente Jair Bolsonaro foi informado que o programa de microcrédito do BNB era gerido por uma ONG comandada por pessoas ligadas ao PT, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec). Em ligação ao presidente do PL, Waldemar da Costa Neto, o mandatário cobrou explicações sobre um contato do BNB com a ONG no valor de aproximadamente R$ 600 milhões por ano, já que Romildo Rolim, à época comandante do banco, foi indicado pelo partido.

Após o ocorrido, Costa Neto afirmou ter enviado ofício ao ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, à ministra secretária do Governo, Flávia Arruda, com cópia para Bolsonaro, pedindo a demissão do presidente e toda a diretoria do BNB.

Com a saída de Rolim, o cargo foi ocupado interinamente por Anderson Possa, que já foi substituído pelo também interino José Gomes da Costa. Desde então, o banco procurava encerrar integralmente o contrato com o Instituto Nordeste Cidadania (Inec), que operacionalizava o microcrédito por 18 anos, por meio de licitação para definir o novo operador do Crediamigo.

O edital do fim do ano passado foi anulado, porque nenhuma das empresas inscritas apresentaram as condições mínimas exigidas no certame, conforme informou o BNB.

Agora, o Inec vai passar a operacionalização do microcrédito para a Camed Microcrédito, sob a gestão de Ocione Marques Mendonça. Haverá um período de transição para a empresa que foi criada para esta finalidade, com CNPJ e administração próprios. Segundo o BNB, esse processo iniciou, mas não há prazo para o término da transição. "Por ser uma operação grande e complexa, o Banco está fazendo tudo de forma muito responsável para não haver impactos na operacionalização".
O Povo Online
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