Entre os quiterienses, geração de emprego é o principal ponto positivo da exploração da Mina de Itataia, diz pesquisa

Foto: Aurélio Alves/O POVO

A exploração da Mina de Itataia traz à população de Santa Quitéria muitos temores, mas também alimenta expectativa para maior geração de empregos no município. Esse é o principal ponto positivo do projeto entre as pessoas, como mostrou a pesquisa realizada pelo A Voz de Santa Quitéria, entre os dias 4 e 6 de junho, que ouviu 100 quiterienses em todos os bairros de Santa Quitéria.

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Entre os entrevistados, 67,47% afirmaram que com a mineração, o impacto na geração de emprego em Santa Quitéria será positivo. Apenas 32,52% acreditam que o impacto será negativo.

O Consórcio Santa Quitéria afirma que deverão ser criados durante as obras, cerca de 8.400 novos postos de trabalho diretos e indiretos e 538 diretos na fase de operação. Para que a maior parte destas vagas se concretize, é indispensável que seja feita a pavimentação da rodovia CE-366, que liga Santa Quitéria à Itataia (62 km), cujo asfaltamento do trecho não consta no memorando do Governo do Estado e ainda tem futuro incerto, embora já tenha sido cobrado à governadora Izolda Cela.

O ex-deputado e atual consultor da Fecomércio, Tomás Filho, defendeu a criação do projeto Território Empreendedor - modelo já é adotado no Complexo do Pecém -, que visa estimular a criação de novos negócios locais e inseri-los dentro do PSQ.

A qualificação necessária para ocupação das vagas de trabalho que serão geradas na mina é um ponto de discussão. De acordo com Amílcar Silveira, presidente da FAEC, os trabalhadores rurais no entorno de Itataia deverão receber uma capacitação em parceria com o SENAR, com o objetivo de "reduzir pobreza no campo".

Em contraponto durante a audiência pública na terça passada, o vereador Pé de Mola (PT) questionou sobre o assunto. “São gerados 2.800 empregos diretos na fase de construção [da Mina de Itataia]. Mas e após isso? Nós vamos ter 538 empregos onde terão que ser divididos entre essas três cidades [Santa Quitéria, Itatira e Canindé]. A gente não tem pessoas capacitadas para exercer as funções”, destacou o vereador.

A vereadora de Fortaleza, Louise Santana (PSOL) também indagou sobre a segurança dos trabalhadores. “Qual é a cobertura social e a cobertura de saúde que vai ser ofertada para esses trabalhadores? (...) O corpo técnico, o número que deram aqui será entorno de 100 pessoas, então a grande maioria irão trabalhar lá no pesado”, falou.
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