Mãe denuncia que psicólogo abusou do filho autista durante sessões de psicoterapia no interior do Ceará

Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente investiga abuso de psicólogo contra criança autista — Foto: Paulo Sadat/SVM

Um psicólogo foi denunciado por abusar sexualmente de uma criança de 11 anos durante sessões de psicoterapia no município de Bela Cruz, no Ceará. A vítima já era atendida pelo profissional há quatro anos desde que foi diagnosticada com autismo.

Segundo a mãe do menino, que preferiu não se identificar, o filho passou a ter comportamentos estranhos desde setembro do ano passado e ficava muito tempo mexendo no aparelho celular. "Ele passou a se isolar, não ficava mais na companhia dos primos. Outra coisa que me chamou a atenção foi que ele ficava sempre passando muito tempo mexendo escondido no celular e quando eu chegava perto ele fechava a tela rapidamente", relata.

O g1 solicitou esclarecimentos sobre o caso à defesa do psicólogo, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. A Polícia Civil informou que o caso de abuso sexual é investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescentes (Dceca) e que detalhes do trabalho policial não serão divulgados para não comprometer a investigação em andamento.

A mãe disse ainda que resolveu pesquisar o histórico de acessos na internet realizados pelo filho e descobriu que ele estava pesquisando sites de filmes pornográficos. Ao questionar o garoto sobre a atitude, ele disse para a mãe que passou a acessar os conteúdos por indicação de uma prima e que ficou bastante agressivo ao ter o aparelho confiscado.

Confissão dos abusos
Após um desentendimento com o psicólogo, a mulher informou que o filho agradeceu por não mais participar das sessões de psicoterapia. Foi então que houve a confissão de que o homem praticava os abusos contra o menino. Em boletim de ocorrência a mãe relatou ainda que o psicólogo ameaçou a criança para que não contasse nada para os pais sob pena de ele divulgar supostas informações sobre a família do paciente.
G1 CE
Postagem Anterior Próxima Postagem