Justiça condena mulher que criou vaquinha virtual para morador de rua e embolsou o dinheiro arrecadado

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça dos Estados Unidos condenou nesta segunda-feira (25) Katelyn McClure, uma americana de 32 anos, a 1 ano e 1 dia de prisão por ter feito uma vaquinha virtual em prol de um morador de rua e ter gastado com ela mesma o dinheiro arrecadado.

Ela já havia se declarado culpada.

McClure e o ex-namorado, Mark D’Amico, abriram uma campanha de vaquinha virtual para, na teoria, ajudar o morador de rua Johnny Bobbitt em 2017.

Ela contou que um dia estava dirigindo em uma estrada e ficou sem gasolina. Bobbitt, o morador de rua, teria ajudado ela com US$ 20 que ele tinha no bolso (todo o dinheiro dele).

O casal, então, abriu uma vaquinha virtual chamada Pagando para a Frente.

Na teoria, as doações iriam para o morador de rua. A meta era chegar a US$ 10 mil. O valor arrecadado foi 40 vezes isso: US$ 400 mil. Mais de 14 mil pessoas doaram dinheiro.

Era tudo mentira
De acordo com a Justiça dos EUA, toda história era mentira. Ela não ficou sem gasolina, o morador de rua não gastou todo o dinheiro que tinha para ajudá-la. Era só uma história para sensibilizar os doadores.

O casal transferiu o dinheiro para contas de bancos deles mesmos. Eles compraram joias, foram para Las Vegas e começaram a dirigir um BMW.

O morador de rua só soube da campanha quando já havia um pouco de dinheiro arrecadado. O casal abriu uma conta de banco para ele, e foram depositados US$ 25 mil.

McClure vai ter que restituir os US$ 400 mil, ordenou a Justiça.

O ex-namorado dela, D’Amico, admitiu ser culpado e cumpre pena de 2 anos e 3 meses. Bobbitt, o morador de rua, se declarou culpado e aguarda a Justiça decidir qual será sua pena.

G1
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