Caçadora de asteroides de 9 anos é eleita uma das 100 crianças prodígio do mundo

 Foto: Arquivo pessoal

A pequena Nicole Oliveira de Lima, nove anos, já pode contar com mais um êxito na carreira que mal acabou de começar: ela foi convidada para participar de prêmio internacional de crianças prodígio, na categoria Astronomia. O evento ocorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no próximo dia 20 de agosto.

Dita como a primeira iniciativa global de crianças prodígio (Global Child Prodigy Initiative, em inglês), a edição 2022 do evento fará premiação e cerimônia de lançamento de livro durante reunião com 100 crianças prodígio ao redor do mundo. Em dezembro de 2021, a garota, conhecida, também, como "caça asteroides", foi anunciada como uma das participantes.

O grupo seleto reúne crianças com habilidades de excelência em diversos campos, como dança, literatura, canto, esportes, atuação, entre outros. Há, ainda, crianças com atuações diferenciadas nas áreas social, educacional, de inovação, além de outros exemplos.

"Estou muito feliz e honrada em estar entre as 100 crianças mais prodígio do mundo em 2022", afirmou a menina em vídeo, ressaltando nutrir os sentimentos também pela oportunidade de conhecer as crianças e todos da equipe da iniciativa.

Conquistas de Nicole

No currículo, a garota já lista conquistas como o tricampeonato da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, em 2020 e 2021, além da detecção de sete asteroides em desafios de um projeto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

A garota foi, inclusive, mencionada em palestra durante a 44ª Assembleia Científica do Comitê de Pesquisas Espaciais (Cospar) deste ano, realizada em julho. Na ocasião, a coordenadora do Caça-asteroides MCTI Silvana Copceski, apresentou a história de Nicole na astronomia mundial e no programa Caça Asteroides.

Se as descobertas forem confirmadas pela Nasa, a agência espacial norte-americana, Nicole poderá entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes, como a pessoa mais jovem a descobrir um asteroide. O processo, que vai desde a primeira detecção até o status de descoberta, pode levar de seis a oito anos.

Com cerca de 30 certificados de cursos no currículo, a pequena estuda astronomia desde os seis anos, quando finalizou o primeiro curso de iniciação na área astronômica. De lá para cá, começou a ensinar outras crianças pelas redes sociais. Na internet, Nicole grava vídeos e entrevista pessoas ligadas à área — atuação que busca incentivar pessoas da mesma idade a expandir horizontes pessoais e profissionais.

"Criei um clube de ciências para proporcionar oportunidades a outras crianças, para iniciar pesquisas científicas e participar de projetos de cientistas cidadãos", relatou em vídeo divulgado pela premiação.

G1 CE
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