Diesel ficará até R$ 0,20 mais barato no Ceará após redução da Petrobras, diz Sindipostos

Foto: Aurelio Alves

A redução do preço do diesel tipo A nas refinarias por parte da Petrobras fará com que o litro do diesel sofra uma redução média variável entre R$ 0,14 e R$ 0,16 no valor médio cobrado no Ceará a depender da região do Estado. 

A estimativa foi repassada com exclusividade ao O POVO pelo assessor econômico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos), Antônio José Costa. 

Antônio afirma que a depender do fator de competitividade entre os pontos de venda do Estado, o consumidor poderá encontrar locais onde a redução chegue a R$ 0,20, com repasse integral da redução feita pela Petrobras. 

Atualmente, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na última semana de julho, o preço médio do diesel no Ceará era de R$ 7,64, variando entre R$ 7,30 e R$ 7,99 a depender do local de compra.

Petrobras reduz em R$ 0,20, o preço do diesel nas refinarias

A redução de 3,5% por parte da Petrobras entrará em vigor a partir de amanhã, dia 5 de agosto, e fará com que o preço médio do diesel saia de R$ 5,61 para R$ 5,41 por litro vendido para as distribuidoras.

A notícia ocorre menos de um mês após duas reduções no valor da gasolina das refinarias e é vista como "extremamente benéfica" pelo Sindipostos.

"Isso é muito positivo porque gera uma economia para o consumidor, que terá um pouco mais de dinheiro no bolso e beneficia ainda o Estado, porque com dinheiro no bolso, as pessoas irão comprar mais, consumir mais, comprando até produtos com impostos mais elevados do que os combustíveis", argumenta.

O efeito da redução do diesel, porém, vai além dos motoristas enquanto consumidores diretos. O combustível é a fonte energética da cadeia de transporte de cargas e pessoas no Brasil, o que gera um efeito em cascata de redução, amenizando a escalada de preços vivenciada pelos consumidores em decorrência da inflação e da alta dos juros.

Queda de preço em cadeia é esperada

"É um espetáculo, bem mais promissor do que uma redução apenas na gasolina", comemora Antônio. Do ponto de vista dos revendedores, a sequência de reduções aumenta o animo para um segundo semestre positivo nas vendas. Ainda sem números consolidados, o Sindipostos afirma já ter sentindo um aumento no fluxo de vendas dos combustíveis no Ceará.

Consumo havia caído diante dos patamares elevados que chegaram próximos dos R$ 9 no primeiro semestre do ano. A expectativa por parte dos postos é de que novas reduções possam ser adotadas ainda neste mês. "Precisamos de menos Brasília e mais Brasil, é fazer esse dinheiro circular, saindo de Brasília e indo para o povo", afirma Antônio.

O assessor econômico reconhece ainda que mesmo com as reduções, os patamares de preços em vigor no Estado e no Brasil ainda são elevados e diz ter esperança de que novas diminuições na carga tributária sejam aprovadas e que os combustíveis cheguem a um patamar de R$ 4 o litro para gasolina e em preço semelhante para o diesel.

Terceiro reajuste negativo nos combustíveis em menos de um mês

O primeiro reajuste negativo no preço dos combustíveis por parte da Petrobras em 2022 ocorreu no dia 19 de julho, quando a estatal passou a cobrar R$ 0,20 menos no litro da gasolina comum na venda para distribuidoras.

Redução foi anunciada em meio a derrubada do preço do barril do petróleo diante do temor de uma recessão global da economia e durante a implementação da lei que reduziu a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), gerando outro fator de redução dos preços.

A queda de preços de combustíveis tem sido um dos pilares das ações do governo Bolsonaro para tentar recuperar a popularidade em meio à corrida pelas eleições presidenciais de 2022.

Uma semana depois da primeira redução, no dia 28 de julho, a Petrobras anunciou o segundo reajuste negativo, desta vez também na gasolina, com diminuição de R$ 0,15.

Até então, os valores do diesel seguiam inalterados. Dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) expressam que o combustível, mesmo antes da redução de preço anunciada hoje, 4, apresenta uma defasagem média de 9,5% neste mês.

Dado indica que, ao contrário do que foi feito, a Petrobras poderia aumentar o preço nas refinarias neste percentual para equiparar o preço aos valores do mercado internacional. Na prática, a redução deverá aumentar a defasagem e gerar uma pressão para um aumento compensatório em um médio período de tempo. 

O povo
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